Blochchain e Mineração adaptado a Roque Santeiro!


A maioria das solicitações e questionamentos que recebemos se relacionam com o funcionamento do Blockchain (cadeia de blocos) e da mineração de Bitcoin. Mas afinal o que é isso? Onde é que fica? Como funciona? Garimpo na Internet é coisa doida! Etc, Etc!

Já escrevemos sobre isso noutros posts, mas sem dúvida que é o tema mais problemático e que mais dúvidas levanta. E na verdade o tema é um pouco confuso e não muito fácil de explicar. Assim, andamos pensando em uma maneira, não de explicar isso na totalidade, mas de um modo que pelo menos facilitasse como ponto de partida, a quem queira aprofundar mais.

Explicar qualquer coisa de forma simples, implica deixar de lado o rigor científico e académico, por vezes até fazer algumas comparações forçadas e se possível apelar para situações da vida, ou histórias conhecidas que nos ajudem a entender. Vamos lá então abrir as asas da imaginação:

Não assisto novela faz muitos anos. Mas no tempo em que ainda assistia novela, sem dúvida que a minha preferida foi (e sempre será) o Roque Santeiro! Lembra? Novela incrível, não era?

Agora você já viu que quem está escrevendo já assistia a novela em 1985!

E é pegando nalguns personagens do Roque Santeiro e forçando sua imaginação também, que vou tentar explicar o Blockchain (cadeia de blocos) e a Mineração.

Para criar ambiente pode começar por assistir à abertura da novela.

https://www.youtube.com/watch?v=MJ5S5GIESdY

Agora que assistiu a abertura e entrou no clima, vamos começar:

Introduzindo:

Satoshi Nakamoto, como Zé das Medalhas,

Bitcoin, como Medalhas de Roque Santeiro,

Mineradores como, Padre Hipólito, Florindo Abelha, Sinhôzinho Malta e Viúva Porcina,

Roque Santeiro, como Roque Santeiro

Bloco de folhas, como Blockchain (cadeia de blocos)

Fictícia Cidade de Asa Branca, como Asa Branca

Depois que Roque Santeiro, assim conhecido por esculpir imagens sacras, foi morto pelos campangas do perigoso Navalhada, ao defender o povo da cidade de Asa Branca, algumas pessoas começaram a atribuir milagres à sua imagem. Asa Branca, até aí uma pacata cidade começou a ser invadida por crentes na busca de milagres do novo Santo.

Zé das Medalhas, um empresário de olho para o negócio, viu nisso a oportunidade de ganhar um dinheiro extra e mandou fazer 21 Milhões de medalhas, para vender ás pessoas que não paravam de chegar na cidade, cada vez em maior número.

Para garantir que ninguém mais faria novas medalhas, Zé das Medalhas, tratou de destruir o molde das medalhas, garantindo que o número máximo de medalhas do Roque Santeiro que poderiam existir, em Asa Branca ou no Mundo, eram aquelas 21 milhões originais.

Mas Zé das Medalhas, um bicho esperto, sabia que não poderia liberar todas as medalhas na cidade de uma só vez, já que assim elas teriam muito pouco valor. Assim, pensou numa forma de garantir que as medalhas só fossem sendo liberadas progressivamente.

Para isso convocou uma reunião com quatro pessoas importantes da cidade, entre elas o Padre Hipólito, o prefeito Florindo Abelha, o fazendeiro Sinhôzinho Malta e a viúva de Roque Santeiro, a Porcina. Nessa reunião explicou para eles o seguinte.

Cada um deles iria receber 25 medalhas se soubessem responder a umas perguntas sobre Roque Santeiro.

Como todos eles conheciam bem o Roque Santeiro logo responderam com facilidade.

Assim, além das 25 medalhas de recompensa, cada um deles recebeu também um bloco de folhas em branco, só tendo escrito na primeira página, o código correspondente a cada uma das medalhas.

Medalha 1-Código 1; Medalha 2-Código 2 e assim por diante até Medalha 100-Código 100.

Todas as primeiras páginas de cada bloco de folhas, de cada um deles, tinham escrito o mesmo código.

Assim cada medalha tinha o código correspondente escrito em 4 blocos diferentes.

Ficaram então 4 blocos, cada um na posse de uma pessoa diferente. Mas todos os blocos tinham na primeira página o mesmo código de cada medalha.

Mas eles sabiam que iriam querer oferecer algumas das suas 25 medalhas para alguns amigos e parentes próximos. No final das contas eram medalhas do Roque Santeiro e todo o mundo queria ter uma. Mas era preciso garantir que quando fossem ofertar algumas das suas 100 medalhas no total, não começassem a aparecer algumas imitações.

Para evitar isso, ficou combinado que sempre que algum deles oferecesse uma medalha a alguém, deveria anotar na página seguinte do seu bloco.

Por exemplo, a Medalha código 5 tinha sido dada a alguém. E ao mesmo tempo teria de avisar os outros, para que eles anotassem exatamente a mesma coisa na página seguinte dos blocos de cada um deles.

Mas como ficar anotando uma nova pagina sempre que uma medalha mudava de mãos dava algum trabalho, o Zé das Medalhas resolveu recompensar cada um deles por cada vez que completassem um bloco de folhas e precisassem de começar um novo. Assim, a cada bloco cheio, o Zé das Medalhas entregava 25 novas medalhas.

Como todo o mundo queria ter das novas medalhas, várias pessoas começaram a perguntar se poderiam também elas ter blocos de folhas, para anotar cada mudança de dono das medalhas. O Zé das Medalhas achou isso uma excelente ideia. Quantas mais pessoas tivessem seus blocos e anotando cada mudança de posse das medalhas, maior seria a garantia que não haveria medalhas falsas.

Mas como ele não queria estar dando blocos de folhas para qualquer um ele criou umas regras: Cada pessoa que tivesse um bloco de folhas seria chamada de Minerador e para receber o bloco pela primeira vez teria de passar na prova de responder a algumas perguntas sobre o Roque Santeiro. A chamada Prova de Trabalho ou Proof of Work.

Claro que quando mais pessoas foram tendo blocos de folhas, mais complicada ficava a prova de trabalho. No final de algum tempo já não era para qualquer um. Precisava mesmo estudar muito sobre o Roque Santeiro para passar na prova.

Assim, criaram um sistema perfeito para controlar quem detinha as medalhas:

  1. Sempre que alguém dava uma medalha, quem recebia podia perguntar para os mineradores se aquela medalha realmente existia anotada na cadeia de blocos. Se não, era falsa.

  2. Como tudo era anotado ao mesmo tempo por todos os que detinham os blocos de folhas a segurança era total. Mesmo que um deles perdesse o seu bloco ou fosse roubado, a informação ainda estava no bloco de todos os outros.

  3. Quem fazia as anotações também se beneficiava, pois cada vez que completava um novo bloco, recebia uma recompensa de novas medalhas.

Infelizmente tudo isto acabou por não rolar e tivemos de esperar até 2009 para aparecer o Bitcoin e começar a algo parecido, mas desta vez a sério. O bonito do Roque Santeiro afinal não tinha morrido, tinha ficado escondido muito tempo e estava voltando para arruinar o negócio.

#Blockchain #mineração

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