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Afinal de contas: que rolo é esse com o Grupo Bitcoin Banco e suas exchanges? NegocieCoins, Tem BTC

Atualizado: 30 de Dez de 2019


Provavelmente você ouviu falar sobre o rolo que está dando com os saques congelados nas exchanges do Grupo Bitcoin Banco, como a Negocie Coins, por exemplo. Mas o que de fato está acontecendo? Este tem sido um tema muito discutido lá no nosso grupo do Telegram, principalmente porque temos muitos membros que foram prejudicados devido a estes acontecimentos. Então, hoje tentarei explicar mais ou menos o que aconteceu e quais são as últimas novidades sobre o caso.

O Grupo Bitcoin Banco, detentor das exchanges NegocieCoins, TemBTC e BatExchange, congelou os saques de diversos clientes no final de Maio de 2019, alegando que alguns usuários duplicaram seus saldos nas plataformas maliciosamente e fizeram saques indevidos, sofrendo um golpe de R$ 50 milhões! O próprio GBB denunciou o golpe e abriu inquérito policial em Curtiba.

Devido às investigações, mais de 2500 contas suspeitas de fraude foram congeladas pelo GBB, deixando muitos clientes irritadíssimos. Para tentar resolver a situação dos clientes que não estão conseguindo sacar seus fundos, a NegocieCoins disponibilizou uma página na Internet onde é possível acompanhar as ordens de pagamento dos usuários (clique aqui para acessar), entretanto, isso não foi o suficiente para evitar centenas de reclamações no “Reclame Aqui” da empresa.

Bitcoin Banco tem R$ 726 mil bloqueados

Eis que o GBB é processado por alguns usuários de suas plataformas devido a ineficiência dos saques nas exchanges. Juntos, os usuários reclamam por R$ 726.630,27 e por isso, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ordenou o bloqueio deste valor no GBB, porém, ainda existe a possibilidade de recurso por parte da empresa. Segundo a InfoMoney, o juiz que está cuidando deste caso entende que “há urgência no pedido”, já que “há perigo de dano, consistente em perda de patrimônio do requerente”. Desta forma, a solicitação especifica que o bloqueio das quantias seja feita pelo Banco Central, para que sejam analisados possíveis aplicações e saldos financeiros (mas essa grana pode estar em Bitcoin, né? E estes fundos o Bacen não consegue enxergar). Em sua defesa, o Bitcoin Banco enfatiza que nunca deixou de prestar atendimento à seus clientes e que está aberto para encontrar a melhor solução possível para o problema. Em um contato feito com a Cointelegraph, o GBB diz em nota oficial:

“O Grupo Bitcoin Banco respeita a liberdade assegurada constitucionalmente aos indivíduos que procuram resolver seus conflitos pelo Poder Judiciário. No entanto, a publicação de notícia veiculando decisão de processo que tramita em segredo de justiça ultrapassa o direito jurídico da parte afetada pela decisão. Ressaltamos que o GBB nunca negou atendimento a seus usuários, priorizando sempre o bom relacionamento. Mesmo diante dos ataques lançados contra a plataforma, a equipe primou pela excelência no atendimento e pela resolução de conflitos. A direção do GBB também tem estado sempre à disposição para atender seus clientes e promover solução a todas as situações levantadas por aqueles que nele confiam seus investimentos. Além disso, o GBB já está atuando fortemente para solucionar a questão levada a juízo, e não medirá esforços para corrigir qualquer equívoco que eventualmente tenha sido vivido pelo cliente."

E segundo o Icoinomia, o GBB fez cerca de R$ 50 milhões em pagamentos para diversos clientes desde o dia 20/05 até 04/06.

“Esse volume de pagamentos é fruto do trabalho incansável de uma força tarefa montada pela empresa para regularizar pagamentos que estão pendentes por causa da investigação sobre a fraude que o grupo sofreu no mês passado e que foi denunciada à Polícia Civil no dia 24, resultando na abertura de inquérito”, explica o presidente do Grupo Bitcoin Banco, Johnny Pablo dos Santos.

Desta forma, cada vez mais clientes iam aparecendo na Justiça para tentar reaver seus fundos, trazendo cada vez mais processos para o GBB, de quase todos os lugares do Brasil. Em alguns casos, o GBB conseguiu sair vitorioso pela Justiça, em outros, foi derrotado, porém, os casos ainda não passam da segunda instância

E um fato muito intrigante é que mesmo com todo esse problemão, com as transações bloqueadas e etc, a Negocie Coins reporta grandes volumes de transações. Agora mesmo, enquanto escrevo este artigo, o CoinMarketCap da exchange apresenta um volume nas últimas 24 horas de mais de 1 bilhão de dólares. Isso é tão esquisito que no próprio site do CoinMarketCap há uma mensagem de aviso: “Nós recebemos algumas informações de que depósitos e saques estão impedidos. Por favor, tome cuidado com seus fundos”.

Ah! E segundo o Cointelegraph, os dados da WalletExplorer mostram que as wallets do Grupo Bitcoin Banco não possuem saldo o suficiente para cobrir os volumes que dizem ter.

Acordos com os clientes

Depois de ter processos espalhados pelo Brasil, com cada vez mais fundos bloqueados, o GBB supostamente - e enfatizo: S U P O S T A M E N T E - criou uma página de acordos para os clientes, onde a adesão é opcional, dizendo que os clientes “que tiverem real interesse em conhecer os termos devem procurar a nossa equipe jurídica (disponível desde o dia 24/06) e de atendimento — voltadas exclusivamente para atender as dúvidas relacionadas a esse assunto — através do e-mail: acordogbb@btc-banco.com".

Entretanto, a autoria do site não foi confirmada e você pode acabar caindo em mais um golpe! Cuidado! Se você está nesta situação, com os fundos bloqueados pelo GBB ou mesmo por qualquer outra exchange, veja o passo a passo com fluxograma do que fazer aqui: “O que fazer se a exchange não te pagar - 10 passos”.

E repito para vocês: não façam acordos com exchanges! Uma exchange não é uma instituição financeira ou Banco, eles não têm o direito de reter seu dinheiro!

Apreensão de carros de luxos

E a novela com o Bitcoin Banco só foi aumentando: cada hora era um Estado diferente com um novo processo e ordem judicial de bloqueio de alguma coisa - ou de dinheiro, ou outros bens. Em uma reportagem publicada pelo Portal do Bitcoin, um Porsche, duas Maserati, uma BMW e uma Mercedes Benz foram alguns dos 11 carros de luxo bloqueados pela Justiça do Espírito Santo, que eram posses de uma empresa criada em 2018 pelo mesmo fundador do Grupo Bitcoin Banco: Cláudio Oliveira. A empresa detentora desses carros é a Climb, recém descoberta, que não havia sido mencionada no início do processo. Esta Climp possui sociedade com Lucinara, esposa de Cláudio. Além dessa, existem outras duas empresas descobertas, criadas uma em Janeiro deste ano e outra em 14 de Maio - 3 dias antes da paralisação dos saques nas exchanges do GBB (NegocieCoins, Tem BTC e BAT).

Isso deixou os clientes que estavam com fundos bloqueados mais bravos ainda! Imagina: “Estou aqui, com meus fundos bloqueados na Negocie Coins, quase perdendo a esperança de rever meus Bitcoins e os donos da exchange estão andando de Porsche?!”.

Mas não foi só o casal que passou a ter bens bloqueados não! 11 contas individuais foram bloqueadas, pertencentes a pessoas ligadas ao GBB, como diretor jurídico, advogado, vice-presidente e etc.

Segundo o CointelegraphMuitos dos clientes, insatisfeitos com os saques travados, resolveram apelar ao Judiciário. Em um dos casos, a Justiça mandou bloquear quase R$ 6 milhões das principais empresas do grupo. Contudo, as contas estavam vazias. O valor bloqueado foi de R$ 130 mil, sendo R$ 122 mil na BAT”.

Cláudio Oliveira adquire um banco digital

Uma das últimas notícias sobre todo esse rolo é que o fundador do Bitcoin Banco, Cláudio Oliveira, comprou um banco digital chamado Audax Bank, com previsão para iniciar as operações em 5 de Agosto deste ano. As exchanges do grupo serão clientes deste banco e segundo o GBB, será uma peça fundamental para normalizar os saques dos clientes. O comunicado do GBB diz o seguinte:

Os clientes das exchanges do GBB que tiverem conta no Audax Bank não pagarão a comissão de 0,9% cobrada sobre saques enviados aos demais bancos, apenas uma tarifa de R$ 9,90. Importante ressaltar que a abertura de conta no Audax não é obrigatória para a realização dos saques, apenas um benefício a mais aos clientes do GBB”.

Porém, houve uma publicação no Portal do Bitcoin que levantou uma baita pulga atrás da orelha de todo mundo:

Consultado, porém, o Banco Central afirmou ao Portal do Bitcoin que não há nenhum registro da instituição nem como banco nem como fintech. É possível que se trate apenas de uma empresa ligada à uma instituição financeira. Não há qualquer tipo de informação sobre o Audax Bank, exceto pelo site. Conforme o Registro Br, o domínio foi criado no dia 10 de julho de 2019 por Ibrim Antonio Neto, cujo email consta como sendo do Bitcoin Banco. Não se sabe ainda de quem a empresa foi comprada. Questionada, a assessoria de imprensa do Bitcoin Banco disse que não falaria sobre o assunto. Também não foi divulgado nenhum tipo de detalhe sobre o CNPJ da instituição.

Na mesma matéria, o Portal do Bitcoin ainda acrescenta uma explicação da diretora-executiva da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), Ingrid Barth: “Fintech não necessariamente tem licença de banco digital e pode não ser ainda regulada pelo Banco Central. Para de fato pedir para se tornar regulada, como arranjo de pagamento, por exemplo, precisa bater limites estabelecidos pelo BC, como número de clientes ou R$ 500 milhões de movimentação mensal. O Banco Central enxerga que dessa forma a instituição precisa estar regulada porque começa a ter mais risco sistêmico”, disse a especialista.

E os Bitcraudios?

A galera que está com Bitcoins presos no Fortknox do GBB (veja o que é o Fortknox aqui), está começando a perder as esperanças de reaver seus fundos. Por isso, esses usuários estão “liquidando” seus Bitcoins, oferecendo-os por preços muito baixos para quem tem coragem e sangue frio de arriscar seu dinheiro e aguardar essa novela do GBB acabar.

Ah! E não é que o melhor do Brasil são os brasileiros? Um povo animado desses faz piada até com situações tão desesperadoras como essa (rir pra não chorar, né?). Tô falando isso porque esses Bitcoins bloqueados nas exchanges ganharam um nome: os Bitcraudios, em homenagem ao Claúdio, dono do GBB que colocou todo mundo nessa cilada. Então se você encontrar algum grupo do Facebook ou Whatsapp vendendo Bitcraudios, significa que são Bitcoins presos no Fortknox (tem negociações de até R$ 500 por 1 Bitcoin inteirinho!).

Mas falo dos Bitcraudios como uma curiosidade e uma forma de descontrair, apenas. Não comprem Bitcraudios! Não deixe sua ganância estragar sua fortuna! Se você não entrou nessa roubada, se você está aí, tranquilo com seus Bitcoins guardadinhos em uma wallet, ou fazendo seus trades sem problemas com exchange, não procure sarna pra se coçar: fique longe desse rolo e dos Bitcraudios!

#Corretora

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